Previsão econômica do Brasil para 2013 na visão dos especialistas é interessante para quê? Bom, têm vários motivos um deles é mera
informação, pois, pelo menos você não fica calado numa mesa de “buteco”
escutando asneira e conversa fiada sobre política econômica sem poder dar
palpite e/ou complementar o fechamento do assunto. “PRONTO FALEI!”.
Sendo assim, sem muitos detalhes nesta ambiência econômica, fiz um
resumo do resumo das previsões econômicas que o Brasil possivelmente terá em 2013.
Se desejar maiores detalhes é só acessar http://economia.uol.com.br
Segundo o analista e criador do acrônimo BRIC, o senhor O’Neill disse
que em 2013 o Brasil: “cresce” ou será questionado o seu status no BRIC. Mas no
fundo ele é otimista sobre o potencial do Brasil a partir de 2013. As previsões
apontam para 3,3% de alta do PIB. Em 2012, o PIB brasileiro
sofreu com a chamada contribuição real negativa do setor financeiro (menor
fluxo de capital no país) - uma consequência de curto prazo da política de
queda dos juros que, no médio e longo prazo, deve estimular investimentos.
Para O'Neill, as medidas de estímulo econômico aprovadas pelo governo no segundo semestre de 2012, devem ser suficientes para impulsionar o PIB em 2013.
Ele faz referência à desoneração de alguns setores e a desvalorização do real,
além da queda da taxa básica de juros (Selic) de 12,5%, em julho, para os
atuais 7,25%.
Entretanto como são previsões, o analista finalizou dizendo: "Mas
se isso não ocorrer e o crescimento brasileiro voltar a decepcionar, como em
2012, o status do Brasil como um país do Bric de fato será colocado em
xeque"
Em relação ao crescimento sustentável, alguns
especialistas citam os pontos negativos que podem influenciar o Brasil a não ter uma sustentabilidade crescente. A saber:
- O Brasil precisar ter uma visão e tomadas de
decisões de médio e longo prazo e não decisões de ciclo curto de expansão.
- Os fatores externos com: o acirramento da
crise internacional e um fracasso dos EUA em evitar o “abismo fiscal”; a complicação
dos problemas da Europa; um desaquecimento maior que o esperado na China, que
poderia reduzir o preço das commodities e afetar a percepção de risco para
investimentos em mercados emergentes.
- Risco de ordem interna – aumento da inflação.
Ainda não está claro se os pacotes de estímulo do governo serão suficientes
para aumentar a taxa de investimento na economia.
De acordo com os analistas, para evitar uma
nova decepção com o PIB, o governo deveria sinalizar claramente sua intenção de
fazer reformas estruturais como, por exemplo, reformulação tributária no
Brasil. Os baixos níveis de investimento foram apontados por muitos analistas
como uma das causas do desaquecimento brasileiro nos dois últimos anos.
O modelo que vem sendo aplicado no país desde
2004 fez o Brasil crescer na média quase 4% ancorado em uma expansão do consumo
e gastos do governo. Porém, o setor privado, não investiu o necessário para
acompanhar a expansão da demanda - problema em geral atribuído a fatores como
os juros altos, a sobrevalorização do real e o chamado Custo Brasil (associado à
falta de infraestrutura, burocracia e etc.).
Apesar de alguns especialistas acharem que este
modelo baseado na demanda e medidas anticíclicas do governo em curto prazo esta
saturada, para 2013, outros analistas com visões favoráveis a este modelo, diz
que o governo prevê investimentos em 2013 para estatais, estados, municípios e
União - e conta com uma folga fiscal e boa relação dívida/PIB para isso. Além disso,
como já dito o crescimento no médio e longo prazo são necessárias reformas
estruturais e mais investimentos em educação, mas as atuais medidas de estímulo
devem ser suficientes para que o país volte a crescer mais de 3% em 2013.
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