Previsão
econômica do Brasil para 2013, parte 2. Pra quê que serve? Vou reforçar: têm
vários motivos um deles é mera informação, pois, pelo menos você não fica
calado numa mesa de “buteco” escutando asneira e conversa fiada sobre política
econômica sem poder dar palpite e/ou complementar o fechamento do assunto. Eu sei que um saco, mas, garanto a
você, vai se dar bem numa mesa de “buteco”.
Veja dez expectativas e temores dos economistas para 2013
1-JUROS MENORES? - A maioria dos economistas aposta que a taxa básica de juros
do país vai ser mantida em 7,25% ao ano ao longo de 2013. Mas diante das
perspectivas de baixo crescimento da economia, não está descartada uma possível
redução dos juros ainda no início deste ano.
2-INFLAÇÃO AINDA ASSOMBRA - Especialistas temem que a taxa de inflação continue
a ficar em níveis desconfortáveis e sugerem que o investidor, ao buscar
alternativas de aplicação, reserve uma parcela do dinheiro para produtos que
busquem acompanhar ou superar o índice de preços IPCA, como o título federal
NTN-B.
3-FUNDOS DI PERDEM APELO - Aplicações
que perseguem a taxa básica de juros (a Selic), a exemplo dos fundos DI ou os
CDBs pós-fixados, tendem a perder apelo em 2013 diante de um cenário de juros
estáveis mas inflação em alta.
4-AÇÕES VALEM A PENA? - Embora haja algum otimismo entre os especialistas a
respeito do mercado de ações, sem um cenário claro do que pode acontecer na
economia mundial o apelo das Bolsas tende a ser limitado.
5-SEJA SELETIVO NA BOLSA - Especialistas afirmam que ações de empresas
brasileiras ligadas ao consumo doméstico (que subiram muito em 2012) ainda
devem merecer a atenção do investidor neste ano. O baixo nível de desemprego, o
aumento da renda e o crescimento da oferta de crédito ainda favorecem os papéis
das empresas de varejo, aponta a Geral Investimentos. Há riscos, no entanto,
por conta da alta inadimplência.
6-A OPÇÃO DOURADA - Os preços do ouro subiram com força nos últimos três anos,
mas alguns especialistas avaliam que o metal não vai ficar mais barato em 2013.
Em um cenário ainda tenso para a economia mundial, o ouro deve ter demanda com
um modesto crescimento nos preços ao longo do ano que vem.
7-FELIZ 2014 - Há pouco otimismo em relação à economia mundial em 2013,
principalmente por conta da situação dos países mais desenvolvidos. As
projeções mais positivas indicam um crescimento, no máximo, igual ao esperado
para 2012, em torno de 3%, mas acelerando em 2014. O banco americano Wells
Fargo prevê um crescimento acima de 3% para o Brasil e outros países emergentes
no ano que vem. Índia (6,5%) e China (8,3%) também devem crescer.
8-EUA PODEM MELHORAR - Especialistas avaliam que o primeiro semestre vai mostrar
um crescimento bastante fraco da economia americana, em parte devido à espera
dos empresários e consumidores pelo desfecho das discussões a respeito do
abismo fiscal. Mas a economia tende a crescer com mais força na segunda metade
do ano.
9-O RISCO DA EUROPA - Embora economistas elogiem os esforços das autoridades
europeias para preservar a moeda euro e ajudar os países em pior situação, as
expectativas para o Velho Continente estão longe de ser róseas. O risco de
saída da Grécia do bloco da moeda comum ainda não está descartado. Para a
gestora Credit Suisse Hedging-Griffo, um cenário de estagnação da economia da
zona do euro em 2013 não pode ser classificado como pessimista.
10-CHINA SEGUE COMO LOCOMOTIVA DO MUNDO - Embora muitos concordem que a China
vai moderar seu ritmo de crescimento, as projeções indicam que a economia deve
ter incremento de pelo menos 8% neste ano e em 2014. O banco UBS aponta três
riscos para o país: mais agitações sociais, limitação aos investimentos das
empresas e confrontos militares com os países vizinhos.
Fonte:
Epaminondas Neto , do UOL.
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